Filme do bebê do Itaú é criticado por prestar "desserviço"

23 de fevereiro de 2012 · 15h09
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O Itaú, em tempos de incentivo empresarial à sustentabilidade e sua exploração pelo marketing e publicidade, lançou uma campanha para instigar a não utilização de impressões bancárias. Mas o comercial, em que um bebê dá gargalhadas ao ver o pai rasgando um extrato bancário, gerou reação no setor gráfico do Brasil e desagradou a Associação Brasileira da Indústria Gráfica (ABIGRAF). 

 
Segundo a Associação, a publicidade está equivocada quando alega que a suspensão dos extratos impressos pelos clientes contribuiria para “um mundo mais sustentável”. Em comunicado, afirma que “tem se empenhado desde meados de 2010 para informar corretamente à opinião pública sobre a origem do papel usado para impressão produzido no Brasil”. 
 
A ABIGRAF Nacional encaminhou uma carta para a presidência e vice-presidência do banco em contestação à campanha. Além disso, no dia 8, dirigentes reuniram-se com o vice-presidente e diretor do banco a fim de falar sobre a insatisfação do setor. 
 
A produção de papel e celulose nacional, de acordo com a ABIGRAF, não prejudica o meio-ambiente. Ela sustenta o argumento através da campanha “Imprimir é dar Vida”, que “no Brasil, nenhuma árvore nativa é derrubada para a produção de papel, uma vez que 100% desse insumo tem como origem florestas plantadas.” 
 
Para Fabio Arruda Mortara, presidente da Associação, a situação não pode ser aceita, pois o “banco transformou o papel em vilão” e presta um “desserviço à sociedade”. “Principalmente quando sabemos que o principal objetivo dessa campanha é a busca da redução de custos operacionais”, argumenta. 
 
O Itaú explica que a conversa entre as instituições ocorreu com transparência, de maneira “tranqüila e respeitosa”, sem nenhum problema e conflito. Mesmo assim, a empresa diz que mantém o posicionamento sobre o uso consciente de crédito do papel. 
 
De acordo com a companhia, as divergências surgiram devido a “pontos de vistas diferentes” sobre o assunto, mas o “banco vai continuar defendendo o uso do papel para o que é realmente necessário”. Aliás, este é um diálogo solicitado até mesmo pelos próprios clientes. 
 
Em suma, a ideia defendida pela empresa é conscientizar e permitir que quem quiser imprimir, imprima; quem não quiser receber correspondências em casa, não receba. 
 
Além da visita ao Itaú, a ABIGRAF informou que cerca de dez entidades ligadas à cadeia da comunicação impressa, juntamente coma Associação Brasileira de Celulose e Papel (BRACELPA) e as federações das indústrias dos estados do Rio de Janeiro e Minas Gerais (FIRJAN e FIEMG) encaminharam cartas aos diretores do banco para solicitar uma revisão conceitual da campanha. 
 
Em janeiro, o filme criado pela Africa já havia gerado polêmica por exibir uma suposta folha de maconha atrás do bebê. O banco chegou até a lançar outro vídeo para explicar a situação. Veja aqui
 
 
Veja o vídeo: 
 

 

Mercado de celulose

 

Segundo estimativa da Bracelpa, realizada em dezembro de 2011, foram 14,2 milhões de toneladas de celulose produzidas no ano. A receita de exportação somou cerca de US$ 7,2 bilhões; elevação de 6,4% em relação a 2010. 

 

Por Ana Carolina Lima 

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Bruno Munhoz - 25/02/2012 - 02:20

O Banco incentiva o não uso do papel e o formato eletronico para consulta dos extratos, mas não se pode usar um Smartphone nas agências devido a essa lei abusiva.

Nilton Santos - 24/02/2012 - 12:06

Se olharmos melhor, na almofada, se não me fale a memoria, o desenho das folhas são de maconha, se for seria mais um erro no comercial, fazendo apologia ao uso da mesma. Reparem bem, se eu estiver errado, me perdoem...

Carlos Augusto Pereira - 23/02/2012 - 16:46

Claro que o objetivo do banco é reduzir os custos operacionais,o que, paralelamente,acaba por sobrecarregar o cliente sem que este tenha nenhuma contrapartida. Muito semelhante ao que está ocorrendo na briga pelas sacolinhas em supermercados, onde o consumidor ganhou nova incumbência sem vantagem econômica. E concordo com o comentário anterior, e o lixo cibernético pra onde vai?

Fernando de Barros - 23/02/2012 - 16:40

A campanha do Itaú está de parabéns. Gostaria que o meu banco fizesse o mesmo. Quanto a declaração do presidente da Abigraf sobre o não corte de arvores nativas ele "está certo". Não há mais o que cortar. As que restaram são protegidas e NÃO PODEM SER CORTADAS.