Boca-a-boca e grande mídia foram essenciais para o Twitter
26 de dezembro de 2011 · 17h06
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Jornais, revistas e o boca-a-boca falado, não só o digitado, podem ter contribuído mais com o crescimento do Twitter do que a internet, revela estudo do MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusets).
De acordo com a pesquisa, o crescimento da rede social começou com usuários “jovens, inovadores e ligados à tecnologia”, principalmente nas cidades de Boston e São Francisco, nos EUA. Mas num segundo momento, foi com o burburunho em Somerville (Massachusets) e Berkeley (Califórnia) que a rede se propagou mais. Descobriu-se com o estudo que a proximidade geográfica e socioeconômica dos usuários foi importante para o sucesso da rede.
Nesta propagação, os veículos tradicionais foram marcantes, informam os pesquisadores. O número de contas no microblog cresceu quatro vezes por causa da influência da mídia. Um exemplo foi o desafio feito por Ashton Kutcher à CNN, em 2009, sobre qual perfil atingiria o primeiro milhão de seguidores. A página do ator bateu a marca de seguidores estipulados meia hora antes da rival.
“Vemos que a mídia de notícias não é uma constante. Em vez disso, a mídia responde ao interesse das pessoas e vice-versa”, explica a pesquisadora Marta Gonzalez.
Para a realização do estudo, o MIT avaliou o “processo de contágio” do Twitter em 16 mil cidades americanas, com foco especial em 408 delas. Lá se encontram o maior número de usuários do microblog entre 2006 e 2009.