Propaganda da Nivea é acusada de racismo

São Paulo 19 de agosto de 2011 · 10h06
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A Nivea foi envolvida num escândalo por conta de uma das suas mais recentes campanhas publicitárias. Muitas pessoas consideraram a peça em questão racista e fãs da cantora Rihanna chegaram a pedir que ela se afastasse da marca – da qual é garota-propaganda.

Na imagem, um homem negro, barbeado e com o cabelo bem cortado, se prepara para arremessar longe uma versão mais "roots" de si mesmo: cabelo afro e barba por fazer. Aconselhando o uso de um produto da marca, a agênia DraftFCB adotou o seguinte texto: "re-civilize yourself", algo como "recivilize-se".

Formou-se uma discussão em torno do assunto e internautas chegaram a fazer comentários como "a Nivea afirma que os negros não são civilizados", enquanto outros diziam que a campanha era "assumidamente racista".

A ação, entretanto, é composta por outra peça, com um homem branco – também bem afeiçoado, de terno e gravata - segurando uma cabeça barbuda e cabeluda. O texto diz que "Sin City não é uma desculpa para se parecer com o inferno" e revela a real intenção da ação: mostrar que os homens podem se cuidar melhor. Parte das pessoas que comentavam a polêmica dizia exatamente isso.

Para não alongar a discussão, a própria Nivea se manifestou. Pelo Facebook, a marca agradeceu pelo feedback e assumiu que a peça é "inapropriada e ofensiva". "Nunca foi nossa intenção ofender ninguém, e por isso estamos profundamente arrependidos". Segundo a empresa, o anúncio não será mais usado.

As informações são do Advertising Age.

Redação Adnews

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1 Comentário

Renato Fogaça de Almeida - 19/08/2011 - 12:22

Na ânsia de parecer politicamente correta a empresa assume um culpa que não é sua...o anúncio não tem nada de racista...é realmente civilizar-se largar uma cabeleira descuidada e largar a barba por fazer e isso nada tem a ver com a cor da pele do modelo. Por conta de tentar sempre parecer politicamente corretos, ás vezes aí é que se tornam racistas.