Mercadante quer trocar livros por tablets

São Paulo 28 de julho de 2011 · 15h17
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Imagine a seguinte cena, caro leitor: enquanto o professor leciona, alunos questionam, interagem, aprendem e leem sobre a matéria no iPad, e não nos clássicos livros didáticos em papel. Segundo o ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, não se trata de ficção. A mudança pode virar realidade mesmo no carente ensino educacional brasileiro.

 
“Queremos levar [o tablet] para a escola pública e fazer como outros países já estão fazendo. Taiwan já acabou com o livro didático, só tem livro na biblioteca. O aluno lê toda a bibliografia por meio do tablet que também é um caderno eletrônico. A Coreia, em dois anos, não terá livro didático. É o próximo passo do nosso projeto”, afirmou em entrevista a Gilberto Costa, da Agência Brasil.
 
Mercadante está empolgado com o interesse de empresas brasileiras na produção de tablets. Segundo ele, a partir de setembro chegam ao mercado os primeiros aparelhos com  20% de fabricação tupiniquim. E se os descontos dados pelo governo federal e por estados para a incentivo da produção local alcançarem o consumiror, os preços podem cair até até 40%, prevê Mercadante.
 
“No Natal vai ter muito tablet barato e em todas as opções para o consumidor. Acho que nós vamos ter um belo momento na indústria da computação no país”. O político afirma que o Brasil é o sétimo maior mercado do mundo no setor de computadores, ou seja, pode ganhar ainda mais atenção quanto à inclusão digital.
 
Nove empresas já se inscreveram para produzir tablets no Brasil com incentivo fiscal (Samsung, Positivo, Motorola, Envision, AIOX, Semp Toshiba, LG, MXT e Sanmina-SCI) e outras seis estão com pedido em análise técnica (Itautec, Foxconn, Teikon Tecnologia, Compalead, Ilha Service e Leadership).
 
Redação Adnews

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Glauco Torres - 29/07/2011 - 08:33

Mais uma vez a minha teoria sobre o Brasil se verifica verdadeira...o Brasil quer voar antes de aprender a engatinhar. Trem bala sem uma boa malha ferroviária...quer tablet no lugar de livros sem cumprir o básico de uma escola de qualidade...é palhaçada...

Thiago Bosco da Silva - 28/07/2011 - 17:38

Tem escola que nem tem sala de aula, os professores e alunos ficam de baixo de uma árvore. Depois se pensa em tablets... e por falar nisso, como anda o projeto "One laptop per child" que o governo federal abraçou e financiou?

Leonardo Pereira - 28/07/2011 - 15:39

Primeiro deveriam cuidar dos salários e vales-refeição dos professores, depois, arrumar as escolas e tirar os traficantes de dentro delas. Então, não seria nada mal repensar o modelo de ensino, que não mostra aos alunos ao menos que foram os presidentes, o que foi a ditadura etc. Aí, sim, poderiam dar um passo como este.